64% dos C-levels dizem que vão continuar investindo em inteligência artificial independente do cenário econômico. Ao mesmo tempo, segundo o Gartner, apenas 7% dos CEOs usam ferramentas de IA generativa diretamente — o resto delega a decisão estratégica pra baixo e nunca chega a abrir o ChatGPT, o Gemini ou qualquer outra ferramenta no próprio dia a dia.
Investir em IA × usar IA (percentual de CEOs e C-levels, 2026):

Esse hiato é a oportunidade. A maior parte do ganho de produtividade com IA não está numa decisão de investimento lá no conselho — está em tirar da própria agenda executiva tarefas repetitivas que hoje consomem horas por semana.
Antes da lista: o aviso sobre retorno vazio
Vale um parêntese antes de sair automatizando tudo. O mesmo Gartner mostra que apenas 1 em cada 50 investimentos em IA entrega transformação real para o negócio, e só 20% geram algum retorno mensurável. Pior: equipes gastam em média 2 horas corrigindo entregas ruins de IA — o que derruba exatamente a produtividade que a ferramenta prometia gerar.
A lição prática: usar certo importa mais que usar muito. Comece por tarefas de baixo risco e resultado claro — não por decisões estratégicas que ainda exigem julgamento humano.
As 5 frentes que valem a pena automatizar primeiro
- Triagem de e-mail. Categorização automática por urgência e assunto corta de 40% a 50% do tempo que um executivo gasta processando a própria caixa de entrada.
- Resumo de reuniões. Transcrição automática com extração de próximos passos transforma uma hora de reunião de board em três parágrafos acionáveis — sem depender de alguém anotar ata.
- Leitura de relatórios longos. Um relatório de 50 páginas vira um briefing de 3 parágrafos, com os pontos de atenção já destacados.
- Briefing diário. Um resumo automático do que aconteceu nas últimas 24h no negócio, pronto antes da primeira reunião da manhã.
- Desenvolvimento de novos negócios. A IA faz o levantamento inicial — mapeamento de contas-alvo, pesquisa de contexto do prospect, rascunho de abordagem personalizada — pra você chegar em cada conversa estratégica já com o terreno preparado, sem gastar horas de pesquisa manual antes de cada reunião importante.
Por que começar por essas cinco
Nenhuma delas substitui o julgamento do C-level — a IA cuida da parte que consome tempo (processar, pesquisar, resumir, preparar), pra sobrar energia pra decisão que só a liderança pode tomar. É exatamente esse tipo de tarefa que a IA resolve bem hoje, com risco baixo e ganho de tempo imediato.
“A diferença entre ‘ter IA na empresa’ e ‘ter IA no seu dia’ é a diferença entre um investimento na planilha e uma hora a mais por dia na agenda.”
O time de TI não precisa estar no meio do caminho pra isso começar a acontecer — a maioria dessas automações começa com uma conversa de meia hora sobre o que mais rouba tempo da sua semana.
Qual dessas frentes mais rouba o tempo da sua agenda executiva hoje? A SET faz um diagnóstico gratuito pra identificar o que vale mais a pena automatizar primeiro na sua rotina de liderança.
Fontes
- Exame — Pesquisa com 4.300 executivos sobre IA em 2026
- InfoMoney — A IA virou o jogo: agora são os executivos que precisam provar produtividade
- Carta Capital — IA promete devolver tempo aos líderes, mas sobrecarga só aumenta
- KPMG Brasil — A nova liderança dos CEOs em tempos de inteligência artificial





